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Oposição quer divulgação imediata de imagens e relatórios sobre invasões ao Congresso, no dia 8 de janeiro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Santa Catarina

Catarinense condenado pelo 8/1 obtém refúgio na Argentina

Condenado a 13 anos de prisão pelo envolvimento nos atos, em Brasília, o catarinense teve seu pedido aceito pelo governo vizinho

Éder Luiz

Éder Luiz

Oposição quer divulgação imediata de imagens e relatórios sobre invasões ao Congresso, no dia 8 de janeiro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O caminhoneiro Joel Borges Corrêa, natural de Tubarão, no Sul de Santa Catarina, obteve refúgio político na Argentina na última terça-feira (10). Condenado a 13 anos de prisão pelo envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, o catarinense teve seu pedido aceito pelo governo vizinho após fugir do Brasil alegando perseguição política e medo de retornar à cadeia.

Com a aprovação do refúgio, o processo de extradição do caminhoneiro fica suspenso. A devolução de Corrêa ao Brasil chegou a ser autorizada pela Justiça argentina no fim do ano passado, após pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o novo status de refugiado paralisa a medida de extradição.

Corrêa fugiu para a Argentina no início de 2024. Para justificar o pedido de asilo, ele relatou às autoridades do país vizinho que rompeu a tornozeleira eletrônica ao saber de sua condenação definitiva. O catarinense também alegou ter enfrentado superlotação e alimentação precária durante o período em que esteve preso no Brasil. Em sua defesa, afirmou que viajou à capital federal apenas para protestar e negou participação em depredações ou em planos de golpe de Estado.

O episódio recoloca a cidade do Sul catarinense no noticiário relacionado aos ataques na capital federal. Além do caminhoneiro, Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, moradora do mesmo município e que ficou conhecida como “Fátima de Tubarão”, cumpre pena de 17 anos de prisão. Ela foi identificada e condenada após gravar vídeos invadindo o Palácio do Planalto, nos quais afirmava estar “quebrando tudo” em meio ao que classificou como uma “guerra”.


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